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15/03/2012

Era ela

Obsoleta.
Tomou coragem e soltou as amarras.
As balas, as pombas e a bicicleta não seriam mais problema.
Houve uma promessa, uma jura, um desconcerto e por fim, soube que não precisava de nada disso e sentiu-se liberta.
Encarou geraldinos, atravessou os travessões e não precisou se esconder na sombra. Sentiu-se liberta.
Não era a chuva, não eram as gotas, não eram nem mesmo as pétalas; era ela, sua força seu viço e suas sapatilhas.
Quando escureceu, não tinham mais as luvas, os alpendres e os copos...
No dia, não havia mais bancos e nem esperas. Os dedos estavam inteiros. Sentiu-se liberta.

12/03/2012

Faltas..

Faltam-me palavras, recatos, doçuras e lusuras. De um sossego rebuscado e extravagante que somente os sonhos rococós me fornecem.
Mas e de resto? E os passos, o amor, o fomento e a vaidade? O que acontecerá agora?
De toda a água que bebi, faço um apelo à vida e a compaixão, e o resto se provê..

02/03/2012

Ode ao desconexo


- Oi! Você pegou minha chave? Como não?
- Meu cabelo está grisalho? Quando isso aconteceu que eu não vi?
- Uau, esse quadro é realmente bonito! Quem o fez? Eu? Quando?
- Que bonita trombeta... NÃO, NÃO, NÃO! Por que eles o estão pondo na gaveta??
- Nossa, como sua roupa é bonita! Adoro branco! Olha, este quarto também é branco!
- Sabia que gosto muito de conversar? Já nos vimos antes?
- Meu quarto é um colchão ambulante... reconfortante...
- Ei, ei , ei! Que injeção é essa? O que? Eu preciso me medicar? Por q...







Silmara Cintra

Hey, você...








Quer colocar tudo em pratos limpos? Ah, que seja então!

Vou falar na sua cara então como é que me senti quando fui trocada por você: ultrajada! É essa a palavra.
Logo você que sempre disse que o amor é eterno e se fosse preciso deixaríamos tudo pra trás para seguirmos só nós dois nosso caminho. Seu hippongo, encantador e ludibriador barato.
Ai de mim... mulher estúpida fui...
Ah, só eu aqui reparei que ela tem a metade da sua idade né? Não, porque, ninguém em sã consciência troca toda a experiência de uma vida para trocar fraldas de uma pirralha. Avá? ela já deixou até a faculdade, claro, você pode pagar as contas dela mesmo. Saiu lá dos quintos dos infernos e achou que ganhou na loteria quando te viu. Coitada... Mal sabe ela...

- Moça... Moça...
- Oi?
- Você é a próxima...
- Ah sim, desculpe, estava distraída... Pode me passar um extrato da minha conta?

Silmara Cintra

11/11/2011

O Sonho

-     Mas me conta, por que você ficou tão assustada? – Pedro Paulo, o psicoterapeuta da aversão à análise.
-     Credo! Só de lembrar me dá arrepios… Estava eu em uma ponte comendo Cheetos, quando… Ah não… Quer dizer… Não sei se sei explicar, era outra pessoa, mas eu sabia que era eu, sabe? Com os cabelos de outra cor e outro corte, uma franja na cara e um vestido lindo de morrer… Mas então, eu, meio não eu, estava lá, comendo salgadinho, de vestido e linda de morrer quando um homem tipo Tony Ramos com Rodrigo Santoro apareceu. Sabe como é? Os cabelos eram lisos, tipo Rodrigo Santoro, mas era tanto cabelo e pelo naquele homem. E tudo lisinho! Dá pra imaginar? (risos)
-     … – Pedro Paulo, o psicoterapeuta da aversão à análise.
-     Ahn (constrangimento)… Então, ele veio me dizer que alguém estava me procurando, mas não me lembro quem… E a voz dele foi ficando pastosa, parecia q caia da boca dele e ia direto pro chão… E agora eu estava em um lugar escuro e tinha uma nuvem branca cobrindo todo o ambiente, e aquela névoa veio para cima de mim e começou a me sufocar, e do meio da névoa saiu o “Tony Santoro”… (risos)… Desculpa… E ele ria de mim, uma coisa de louco… Comecei a correr, mas não corria, só tentava, e tudo passava em slow motion por mim. Tinha uma escadaria, um queijo gigante, uma montanha infinita e de repente eu estava dentro de um rio que parecia mar, mas era calmo. E eu estava sozinha, com uma angustia de não saber nadar ali dentro daquela água fria… E eu avistei uma porta, que era pequena e ofuscada, e decidi entrar por ela. E então acordei… (cara de espanto e admiração)
-     E você ficou assustada com isso? – Pedro Paulo, meu adorável psicoterapeuta da aversão à análise.
-    (silêncio constrangedor) Não precisava ter te acordado às 3 horas da manhã por causa disso, não é?
-     …
-     …

Silmara Cintra

27/08/2011

Quem é este?

Já ouviu falar que quando o dia está chuvoso no dia da morte de alguém, é por que este alguém não queria partir deste mundo? Nesta manhã, estava sentada no meio da praça aguardando a resposta que talvez pudesse mudar ainda mais a minha vida (momentos raros eram os de paz e tranquilidade). Ali, parada, pensando, só pude observar que o sol raiava no céu.

Senti que todos me olhavam, de crianças a velhos. De tempos que isso andava acontecendo. Qual a graça? Minha mãe sempre me ensinou que é muito feio olhar com preconceito para as pessoas. No entanto, este não parece ser o consenso geral. O que será que eles viam?

Peguei dali do chão meu celular, meu diário e meu MP3, que aliás, tocava Rod Stewart – I’m Sailing (Eu Estou Navegando). Nunca tinha entendido o significado daquela música, até aquele exato momento.

Pus-me a andar. Precisava estar às dez horas no consultório do Dr. Bernardo. Caminhei por meia hora de salto-alto pelas ruas, e confesso que nem senti meus pés reclamarem.

Entrei no consultório e me sentei à frente do médico. Enquanto ele falava e me diagnosticava, me senti em um imenso turbilhão dentro de um buraco negro; engatinhava, me arrastando daquele breu e senti uma imensa pontada no peito. Ouvi finalmente uma única palavra:

 …anorexia…

Corri imediatamente dali. Me recusava a ouvir tal despautério. Um atrevido, isso sim, era aquele tal doutor. No caminho de casa comprei chocolates. Iria provar que mentirada era aquilo tudo e me coloquei a comer insanamente.
Adormeci em meu sofá em cima de todos os papéis dos doces comidos.

Acordei, fui para o banheiro e exasperada coloquei  a escova de dente na garganta…

Mas então, o que mais deveria eu fazer? É difícil olhar sua imagem refletida no espelho! A informação do eu ali contida mexe com a cabeça, me deixa psicótica. Entro num frenesi auto compulsivo e começo a me despir, tentando desarraigar de mim todo verme e traça que fixa em minha mente. Regurgito do meu corpo toda ameaça não embelezionária que circunda as passarelas da minha vida.

Caí no chão desesperadamente no ato de humilhação à minha existência e comecei a chorar…

Lembrei-me que lá fora o sol brilhava. Me rendi! Só podia falar para Deus, num ato confessionário: Me leve agora Senhor, o dia é propício…

Silmara Cintra


02/04/2011

Tatuagem


Está pensando em fazer uma tatuagem e se achando O original?
Saiba que a moda de desenhar no corpo foi inventada várias vezes, em diferentes momentos e partes da terra, fazendo alguns críticos suporem que esta arte estava na bagagem de todas civilizações, migrando de um povo a outro.
Com diferentes propósitos, pode representar uma conquista de guerra, fatos marcantes da vida ou ainda representar a força e o poder.

No Brasil a tatuagem chega em 1959, através do dinamarquês “Lucky Tattoo”. Seu estúdio ficava em Santos nas proximidades do cais, onde na época era zona de bohemia e prostituição, o que contribuiu para a disseminação de preconceitos com a tatuagem.

Hoje, graças ao acesso à informação que temos, “Riscar o Couro” é aceito pela maioria e já é tão popular, que diferente mesmo é aquele que não quer ter um desenho na pele.

Então, se você quer mesmo mostrar que é moderninho, sem preconceitos e ainda quer causar aquele impacto… Vai Fundo! Você pode optar por um dragão no peito, uma estrelinha no pulso igual à Danielle Winits ou escrever no braço bem grande “Amor só de Mãe”. Só cuidado mesmo é pra não escrever o nome da pessoa amada e bater o arrependimento depois. ;)

!!Sil..
Fonte: http://www.portaltattoo.com/tatuagem/historia/

03/08/2010

Você tem uma Carreira ou Vive uma Grande Mentira?

Fonte: FBDE|Nexion(http://www.fbde.com.br/noticias_list.php?case=1560)
@FBDEnexion
Por Ivan Postigo


Não faltam escritos sobre o assunto. Alguns interessantes, muitos repetitivos. Por que chamam tanto a atenção?

Porque tratam de um assunto que gera uma enorme ansiedade no homem: A construção do futuro.

Podemos deixá-lo nas mãos de Deus usando a máxima “o futuro a Deus pertence” ou tomá-lo em nossas mãos e construí-lo com a mínima “exercício do livre-arbítrio”.

A palavra carreira pode ser entendida como corrida veloz, percurso habitual, fileira ou profissão.

O entendimento e aplicação farão enorme diferença na sua vida.

Você está numa corrida procurando ser veloz, percorrerá o caminho habitual, passará o resto de seus dias na fila de espera ou apostará que a escolha da profissão e o “cartucho” serão determinantes?

Alguns amigos dirão: – Já que há tanto material escrito por que diabos você vai escrever mais um?

Para refletir. Ao publicar minhas idéias e reflexões sempre recebo informações interessantes, porque em algum lugar sempre há alguém também em busca de respostas.

Questiono todos os dias que diabos estou fazendo para obter melhores resultados de forma que esse tal de futuro seja mais interessante.

Ouvia esta semana a história de uma pessoa que estava deprimida porque fora demitida. Investira dez anos de sua carreira em uma empresa que pouco reconhecera sua dedicação, não o promovera nesse período e sequer havia concedido um aumento real de salário. E esta se perguntava por que investira tanto tempo da carreira para descobrir agora que não tinha valido a pena.

Situações como essa são recorrentes e podemos apenas ouvir, não há como avaliar sem conhecimento de todos os detalhes. Se fizermos uma pesquisa notaremos que empresas, não poucas, pagam aos seus colaboradores o suficiente para que não se vão, e estes, não poucos, fazem o mínimo necessário para não serem demitidos.

Até as pessoas mais inocentes e inexperientes são capazes de perceber que em um ambiente como esse a palavra carreira não se encaixa a não ser que a definamos como percurso habitual. Dessa forma até seria aceitável, mas não no sentido que se propaga!

Gosto de presentear pessoas com livros. Meus filhos não dão conta das leituras, às vezes, quando me vêem com os embrulhos, penso que devem dizer: – Lá vem ele com mais peso para a estante.

Não importa, se eles querem se manter numa corrida veloz terão que saber para onde ir. Não adianta ser rápido correndo na direção errada. Talvez eu não saiba indicá-la, mas sempre que puder fornecerei mapas e bussolas. Alguns devem ajudá-los.

Bom, de uma forma ou outra tenho facilitado a vida deles, quando querem me presentear fica fácil. Basta comprar qualquer livro. Todos mostram caminhos, ainda que habituais!

Já promovi muitas pessoas nesta vida. O sucesso de algumas superou o meu!

Que bom, encontraram os mapas certos e foram mais rápidas! Outras preferiram voltar para a fila e seguir o caminho habitual. Paciência, as escolhas são individuais.

Enquanto víamos as fotos da casa que um amigo havia acabado de construir, uma pessoa que nos acompanhava disparou: – Você é cara de sorte! Ele quase enfartou.

Esse “cara de sorte” é uma das pessoas que conheço que mais trabalha na vida e se dedica à estruturação de uma carreira. Nunca o vi na fila ou percorrendo o caminho habitual.

Depois que todos se foram ficamos conversando. Ele voltou a tocar no assunto da sorte e me disse: – Postigo, você sabe o quanto trabalho e como me incomoda a palavra sorte usada dessa forma. Sei também que poucos terão a sorte de receber as lições que recebi quando meus avós, imigrantes, me diziam para viver com intensidade a vida, uma profissão e construir uma carreira. Jamais me comprometendo com uma mentira, que traz sossego, mas não conforto e segurança. A maior mentira do mundo é aquela que contamos para nós mesmos. Uma mentira contada inúmeras vezes acaba se tornando uma verdade, e o pior momento é quando passamos nela acreditar.

Reflita comigo: Você está numa corrida veloz, pegou uma fila, decidiu percorrer o caminho habitual ou vai viver uma grande mentira?

Eu estou correndo, vendo uma fila logo à frente, vou fazer o máximo que puder para evitá-la!

05/05/2010

Inspiração 2010

Fui hoje no evento INSPIRAÇÃO 2010. Em sua 4ª edição, o evento reuniu importantes nomes de profissionais nacionais e internacionais das áreas do varejo.
Pra quem tem interesse no ramo, o evento foi de grande valia e nos deu um novo ar do que está rolando no mercado.

Vou destacar aqui as principais palestras que realmente fizeram diferença na minha vida ;)

- Manoel Alves Lima (Sócio fundador do escritório de projetos FAL): falou sobre visual merchandising e deu um panorama geral do que se deve seguir para ter uma marca de sucesso e fidelizar seu cliente. O que mais me chamou atenção foi seu comentário sobre a capacidade que devemos ter de fazer o design de sua loja chamar os consumidores de uma maneira emocional; que ele entre para fazer compras em um novo universo e se esqueça de seus problemas. O nome de sua palestra foi "Diário de Bordo do Visual Merchandising".

- Marimoon (Blogueira e VJ da MTV), Paulo Antonio Pedó Filho (Melissa) e Caito Maia (Chilli Beans): desta vez não em uma palestra, mas em um debate, Marimoon foi mediadora da conversa sobre Consumidores Y. De uma maneira muito informal e despojada, os três conversaram sobre as novas tendências do mercado voltado à esta geração. Foi animadíssimo e descreveu bem o espírito do marketing atual, onde não se pode mais se prender à técnicas tradicionais quando se trata de um público jovem, formador de opnião e que consome as informações de forma muito rápida. *Aliás, tive o prazer de falar com a Marimoon e ela é sempre uma graça!

- Lincoln Seragini (Presidente da SFG): pra mim a melhor palestra do dia!! Ele falou sobre brandig e como apostar na marca da empresa. Aqui fica uma visão muito pessoal - sabe quando entramos em uma palestras desanimados e saímos completamente motivados? Foi a sensação geral. Pelo que ele passou da empresa, não é uma empresa que pensa apenas em ganhar dinheiro por ganhar, mas sim fazer um projeto acontecer, apostar no que ninguém aposta, viabilizar projetos que a maioria diz NÃO de cara. Fazer projetos e realmente estudar seu cliente de uma certa forma até emocional, poder chegar perto do cliente. Ter tempo para se dedicar à um projeto com coração! Fala a verdade, é o que todo designer quer, ou não?
O nome da palestra dele foi ‘Os Segredos das Marcas Visionárias’.

Enfim, pra finalizar, gostaria de deixar claro minha satisfação. Só não consegui tirar fotos, mas depois pego com o pessoal de imprensa e posto aqui! No próximo estarei lá com certeza! =D

11/01/2010

A "nova" Doença

Síndrome de Burnout

É um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".

A síndrome de Burnout (do inglês "to burn out", queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.

A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio - necessidade de se afirmar - o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.

Sintomas
Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos. Segundo Dr. Jürgen Staedt, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, parte dos pacientes que o procuram com depressão são diagnosticados com a síndrome do esgotamento profissional. O professor de psicologia do comportamento Manfred Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de Zurique (ETH), registra o crescimento de ocorrência de "Burnout" em ambientes profissionais, apesar da dificuldade de diferenciar a síndrome de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada: "Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita", e acrescenta que já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional.

Prevenindo e combatendo o stress e burnout


O esgotamento no ambiente de trabalho nem sempre é irreversível. Para os aspectos médicos ou psicológicos você deve consultar um profissional habilitado que possa analisar o seu caso específico e lhe oferecer um tratamento; já para os aspectos do próprio ambiente profissional, muitas vezes há alternativas que você pode buscar sozinho.

Nem todo mundo pode se dar ao luxo de mudar suas rotinas no trabalho. Mas verifique as dicas abaixo, que fazem parte do artigo “Dealing With Professional Burnout Without Quitting Your Job“, publicado pelo The Simple Dollar, e reflita sobre a possibilidade de adaptá-las à sua situação.

* Tire férias assim que possível. Tire 10 dias ou duas semanas de férias, e use para recarregar as energias. Se não for época de ir para a praia ou não puder viajar, simplesmente dedique-se a atividades de que você gosta e que não estava podendo fazer devido ao trabalho ou à preocupação constante.
* Faça um balanço de suas atividades. Coloque na coluna dos ativos aquelas tarefas que você gosta de fazer ou que o fazem se sentir produtivo, e na dos passivos as que você ativamente desgosta, ou que lhe parecem inúteis ou sem valor. Reflita sobre o saldo geral desta conta,
* Seja seletivo durante 2 semanas. Se estiver ao seu alcance, responsavelmente dê prioridade às tarefas que fazem você se sentir produtivo e genuinamente contribuindo para o sucesso de sua atividade, mesmo que isso signifique que as outras vão se acumular um pouco. Ou pelo menos altere o equilíbrio da sua distribuição de tempo em favor das tarefas “positivas”. Esta pausa para respirar pode prevenir o esgotamento, mesmo que depois você ainda vá ter de resolver as pendências que criou.
* Reduza o tempo dedicado a tarefas secundárias “negativas”. Não gosta de ler e-mail? Passe a ler apenas no começo de cada turno. Odeia a burocracia? Deixe acumular tanto quanto responsavelmente possível, e aí faça o lote todo de uma vez. Não há como evitar estas tarefas seciundárias, mas você pode restringir o tempo dedicado a elas.

O artigo do The Simple Dollar tem mais dicas, mas termina com uma reflexão importante: um trabalho que torne miserável a sua vida não vale a pena.

Fonte:
Wikipédia
http://www.efetividade.net/2007/11/05/burnout-lidando-com-o-esgotamento-pessoal-no-ambiente-de-trabalho/

04/01/2010

Slow Europe; Slow Food; Just Slow..

RETIREI ESTE TEXTO DE UM E-MAIL QUE RECEBI E NÃO TENHO REFERÊNCIAS DE QUEM O ESCREVEU

SLOW EUROPE

Moro na Europa e trabalha na Volvo.

"Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a
idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais,
nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos
por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso
senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.
Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E
trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no
final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da
tecnologia e da
necessidade: bem pouco se perde aqui.

E vejo assim:

1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com
Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux,
ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os
foguetes da NASA.


Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem
estar errados, mas são eles que pagam nossos salários.
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo,
que tenha mais cultura coletiva do que eles. Vou contar para vocês uma
breve só para dar noção.
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava
no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na
Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são
2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no
segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa
manhã, perguntei:
"Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos
cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final." Ele me
respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de
caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que
fique mais perto da porta. Você não acha?"
Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever
bastante os meus conceitos.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food
International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na
Itália ( o site, é muito interessante. Veja-o! ). O que o movimento
Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber
devagar,saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio
com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele
representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de
base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a
revista Business Week numa edição européia.
A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura"
gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em
contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem
menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus
colegas americanos ou ingleses.
E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8
horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.
Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos
americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter
menor produtividade.
Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e
"produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos
"stress".
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre,
do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em
contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada
dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do
cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da
fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais
"leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem
com prazer, o que sabem fazer de melhor.
Gostaria de que você pensasse um pouco sobre isso... Será que os
velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga
da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de
desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também
pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar
a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a
necessária perda da "qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um
personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela
responde: - "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."
- "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a
num passo de tango.
E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só
alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.
Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se
esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.
Tempo todo mundo tem, por igual!
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que
cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento,
porque, como
disse John Lennon: - "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos
planos para o futuro"...

Parabéns por ter lido até o final!
Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem "perder"
o seu tempo neste mundo globalizado.
Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua
família.De ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou
outras coisas...
Poderá ser tarde demais!
Saber aprender para sobreviver...

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